Dica do Dreólogo: Com que taça eu vou?

 

 

Escolher a taça correta para cada tipo de vinho é super importante e, reconhecemos, uma tarefa deveras complicada. Assim como há uma diversidade quase infinita de vinhos no mundo, existe uma bela variedade de taças no mercado. A escolha certa vai além da estética, e tem como objetivo realçar características como aroma, cor e sabor: a ideia é aguçar nossos sentidos para termos a melhor experiência possível.

 

Senta que lá vem história

 

De acordo com a mitologia, o estilo de taça que conhecemos hoje teve origem na Grécia, quando os deuses do Olimpo estavam à procura do recipiente de maior beleza para degustar a sua bebida divina. O encarregado da tarefa foi Apolo, que escolheu a forma dos seios da mais bela das mulheres para a criação desse recipiente. Páris, protegido de Apolo, foi designado para a tarefa da confecção do objeto -  e ele o fez habilidosamente com metais preciosos, tomando como molde os seios de ninguém menos que Helena de Tróia. 

 

Nas civilizações antigas, os recipientes utilizados para o armazenamento do vinho eram feitos de barro. O vinho armazenado em ânforas de cerâmica oxidava muito rápido, trazendo um gosto forte e amargo. O recipiente grego chamado Kylix é um dos parentes mais antigos da taça: tinha o tamanho de uma panela, e abas parecidas com as das nossas xícaras.

 

Ao longo do tempo, o tamanho dos recipientes para o consumo do vinho foi diminuindo, até chegarmos à Idade Média. A prata já existia, mas os cálices feitos a partir deste material eram quase todos de exclusividade da Igreja. A forma de degustar o vinho também continuava a mesma: em comemorações coletivas e festas religiosas, todos bebiam o vinho na mesma taça, prova de fraternidade e de que não haveria problema algum com a bebida (como, por exemplo, o tão comum envenenamento).

 

No século XV, com a descoberta do cristal e a utilização do chumbo pelos ingleses, os recipientes para a degustação do vinho ficaram mais transparentes, e menos grossos. Com a chegada do vidro, as garrafas foram aprimoradas, o vinho ficou mais livre de impurezas e as taças mais transparentes e funcionais. E como a variedade de vinhos aumentou muito, as taças ganharam formatos e funcionalidades diferentes, atendendo às necessidades de cada tipo de vinho e de cada tipo de região em que era produzido.

 

Hoje em dia, as variações nas taças atendem às necessidades específicas de degustação. Mas é consenso geral que a taça tem que ser o mais simples, transparente e fina possível para que seja mínima qualquer interferência entre o vinho e você, querido/a leitor/a e degustador/a.


 

Muito bonito! Mas qual taça combina com cada tipo de vinho?

 

A taça conhecida como Bordeaux foi criada para a degustação de vinhos mais encorpados, com taninos mais acentuados. Com bojo largo, alongado e boca fechada para concentrar melhor os aromas, é recomendada para receber vinhos das uvas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Syrah, Tannat, entre outras.

Já a taça Borgonha é mais arredondada, em formato abaloado, na medida para vinhos concentrados e com menos taninos. Com bojo e boca largos, estimula a apreciação das qualidades mais maduras da bebida. Recomendada para receber vinhos das uvas Pinot Noir, Barricato, Amarone, Nebbiolo, entre outras.

Essas duas são as mais famosas e fáceis de se encontrar, mas existem tabém outras variedades com especificidades para abrigar outros vinhos feitos com uvas de características peculiares, como a Tempranillo e Chianti.

 

 

Para os fãs de vinho branco, foram concebidas taças para manter a temperatura do vinho mais baixa possível. Este resultado é obtido graças a duas mudanças na estrutura da taça padrão dos tintos: redução do tamanho do bojo e aumento da haste. Assim, a bebida tem menos espaço para trocar calor com o ambiente, mantendo sua temperatura praticamente constante e também proporciona um menor contato das mãos com o bojo.


 

E os champagnes e lambruscos? 

 

Esses podem ser servidos nas Taças Vintage, que possuem bojo baixo e largo, como a de filmes dos anos 1920. E apesar de bonitas e estilosas, essas taças não colaboram com a conservação do que chamamos de perlage do espumante, fazendo com que suas borbulhas se dissipem rapidamente.

 

E é por isso que temos também a Taça Flûte (do francês, “flûte” significa flauta). Assim como o instrumento, o formato é alongado e o bojo super fininho. Tudo para manter as borbulhas presentes até o último gole. Repare que essa taça é pensada também para projetar o vinho para a parte final da língua: uma tática simples e sagaz para promover a limpeza de seu paladar.

 

 

Agora é só escolher o vinho!

 

Depois dessa dica preciosa do Dreólogo, agora é só você navegar pela loja da Dreo e escolher o melhor vinho para um mergulho macio e delicado na taça concebida especialmente para ele. Qualidade e variedade é o que não falta! E se por aí ainda restar qualquer tipo de dúvida, fale conosco através de nosso Facebook e Instagram. Ficaremos felizes em ajudar a sua noite de vinho ser a mais prazerosa posssível.